26 setembro 2009
08 agosto 2009
Emoção

Hannah Starkey
Tenho agora dois motivos de interesse nesta contenda eleitoral e um para acreditar que vou introduzir alguma clarividência na minha vida pessoal. Um é a expectativa no Programa do PSD. O outro pelo post em que Irene Pimentel vai explicar “a forma como se atinge (?) a liberdade, igualdade e solidariedade, que a fazem votar no PS.”
PS (20:00h): Enquanto estamos aqui a falar de Utopias li as listas de candidatos dos nossos partidos do "arco governamental": parece que a Dra Ferreira Leite borrou a pintura. O Preto da mala está na lista de Lisboa. E, em outro registo, completamente diferente mas igualmente espantoso, a militante Celeste Amaro, igualmente em lugar elegível. Já o partido da Utopia possível apresenta por Coimbra a Ana Jorge, logo seguida do Vítor Baptista, o Baptista do costume. Oh Irene, peço desculpa, mas parece quase obsceno discutir utopias quando a realidade é baptista.
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01 junho 2009
Votar contra o Sócrates

Acho que se deve votar. O voto branco, nulo e a abstenção são ignorados pelo sistema político. O voto será sempre uma escolha relativa, táctica, prática. Se excluirmos 25% de cidadãos bafejados pela graça, a imensa maioria não se identifica com nenhum programa, líder ou sub-líder, para andar por aí em comícios ou arruadas. Deixo de lado a fauna abjecta dos directores gerais e esposas, assessores, pequenos e médios autarcas e famílias, directores de hospitais e de agrupamentos de centros de saúde, administradores delegados filhos e filhas, brochistas e esposas. Essa gente é o esteio do regime. Vive da tença. O seu entusiasmo é proporcional às ajudas de custo. Organizam-se em sociedades discretas onde tratam dos valores e da sua reprodução. Deviam ser ignorados pelas pessoas de bem.
Deixo de lado os excursionistas, os pobres de espírito, o exército de reserva, os que fazem fila para um lugar na plateia e batem palmas, sorriem, dizem ohhhh de espanto a mando dos cartazes.
Deixo de lado os rapazes de família que vêem na chatice das tarefas partidárias a tarimba para um futuro radioso.
Deixo de lado os convictos. Os militantes dos partidos minoritários. Eu tive a fé deles e a doença deles.
Mas se excluirmos os pulhas, os excursionistas e os convictos que alimentam o espectáculo do regime, o que resta é a multidão que os suporta com indulgência e agora, ao que parece, se prepara para abster.
Como tomar banho na praia, beber um copo ou dormir são actos insignificantes, é preferível a insignificância do nosso voto. Um voto contra Sócrates, que representa o pior dos últimos trinta e cinco anos: inscreveu-se no PS porque se enganou na porta, assinou projectos que simbolizam a degradação imobiliária do país interior, transformou o PS no partido dos Coelhos e dos Varas, dos Campos e dos Vitais, esteve na trapalhada do Freeport, na entrega do CCB, criou a dona Lurdes e a dona Ana, privatizou o ar e nacionalizou o BPN, foi elogiado ad nausea pelo dr. Dias Loureiro. Aos socialistas que votam nessa sêxtupla de pesadelo que assombra as rotundas da pátria- Campos e Estrela, Gomes e Estrela, Capoulas e Estrela, Vital e Estrela, Elisa e Estrela – devíamos dizer: jamais esqueceremos.
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11 setembro 2008
Angola e nós

C. Schreuders
Desde Coelho que sabemos que Angola é um paraíso para os negócios. Agora Vital assegura que é, em termos africanos, mundiais quiçá, um exemplo de democracia. O entusiasmo dos partidos do arco governamental com a antiga colónia é notório, pelo menos desde a boda da filha do presidente, mas é entre os socialistas reais que se exprime com maior notoriedade. Entretanto, o pequeno pormenor da recusa de vistos a jornalistas portugueses caiu no esquecimento, mesmo entre os atingidos. Angola parece a China antes do embelezamento olímpico. Ninguém se mete com Angola, ensinou Coelho a dos Santos. E o pessoal dos comentários políticos percebeu os sinais. De agora em diante o efeito Luís Castro generalizar-se-á.
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16 julho 2007
Hotel Vitoria
Vi "o pior resultado de sempre do PSD na capital". Vi a derrota do Telmo Correia e o rosto envelhecido do Fragateiro. Vi as sedes quase desertas dos partidos da direita. E não senti alegria nenhuma.
- Se calhar é por não ser de Lisboa.
- Se calhar é por não seres de esquerda.
- Se calhar é por não ser de Lisboa.
- Se calhar é por não seres de esquerda.
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