12 setembro 2010
28 agosto 2010
Tony Judt: As Montanhas Mágicas
One is not supposed to love Switzerland. Expressing affection for the Swiss or their country is akin to confessing nostalgia for cigarette smoking or The Brady Bunch. It immediately brands you as someone at once unforgivably ignorant of the developments of the past thirty years and incurably conventional in the worst way. Whenever I blurt out my weakness for the place the young yawn politely, liberal colleagues look askance (“Don’t you know about the War?”), my family smiles indulgently: Oh, that again! I don’t care. I love Switzerland.
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Etiquetas: Suíça
26 agosto 2010
Viva a Língua Alemã

Há alguns anos estive a trabalhar na Suíça e o país chamou-se então, para mim, Suisse. Não sei se era bem trabalho o que fazia. De dia fotografava e à tarde submetia as provas ao Mestre –Fotógrafo. Tudo isto somado demorava duas horas, três, no máximo, se me esforçasse. No resto do tempo procurava extrair vantagem da superior organização do país chamado Suisse: no restaurante e na biblioteca do Instituto de Fotografia, na lavandaria do edifício onde alugara um T0, nos comboios, na Cinemateca, nos museus, nos correios, nos Bancos e nas estações de sky.
Nessa altura falava francês. Toda a gente falava francês. Pareceu-me uma boa língua para a fotografia.
Agora volto, como turista.
As pessoas falam alemão. São altas e elegantes nas ruas de Zurique, na Bürkliplatz, no Utoquai, na Orel Füssli, nos jardins do museu Rietberg. A partir da idade em que a Yourcenar dizia que temos o rosto que esculpimos, cada pessoa tem no rosto uma história, ao mesmo tempo simples e misteriosa como eram as das personagens dos escritores da Mitteleurope no mittelséculo passado.
São lindas como Dagmar Liechte-von Brasch a sobrinha de Bircher-Brenne, que revitalisou a Clínica nos anos 50 e foi a primeira mulher que chefiou serviços médicos na Suíça. Die Schweiz. Os homens e as mulheres suíços, de Zurique, de meia-idade, vestem tecidos de linho, de cores claras ou preto e têm óculos de modelos arrojados. Parecem crianças grandes. Envelheceram, vê-se na expressão bondosa. Mas mantiveram os traços infantis. As mulheres passam nas bicicletas, de jeans justas e sabrinas.
Falam alemão. A sensação de harmonia e de proximidade com a natureza é transmitida pela abundância da água, o funcionamento silencioso dos comboios, o aspecto distinto das mulheres de média manutenção e pela língua alemã.
Penso no francês e na minha infância, aturdida e enganada. O francês actual está bem para as canções adolescenciais do Vincent Delerme e da Carla Bruna e para os éditos racistas do governo legítimo de Paris. A língua inglesa será sempre a língua franca dos negócios, a língua do Fripor. Foi em alemão que escreveu Goethe e Wittgenstein, Benjamin e Luxemburg, Walser e Sebald, Joseph Roth e Tomas Mann, Hauptman e Holderlin, Hesse , Creutzfeldt e Wernicke.
Viva o suíço-alemão. Viva o alto alemão.
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