14 agosto 2011

Patrícia Acioli




Patrícia Acioli, juíza em Niterói, conhecida pela coragem na condenação dos assassinos da PM, os bandidos dos esquadrões da morte brasileiros.
Executada à porta da sua casa, na sexta-feira, quando voltava do trabalho.
Um grupo de encapuçados disparou 21 tiros contra a magistrada. As cápsulas eram de um calibre usado habitualmente pela polícia.
Patrícia não tinha protecção especial. Segundo um primo, ouvido no local, tinha-lhe sido retirada há quatro anos, apesar de continuadas ameaças de morte.
O presidente do Supremo Tribunal disse que não tinha conhecimento das ameaças e que um inquérito decorreria célere.

Etiquetas:

09 março 2010

As gatas-das-botas


The Sartorialist


Bem-aventuradas as miúdas quase anorécticas que ao longo destes três meses de frio e chuva criaram o meme do Gato-das-Botas. Pernas magras com leggins ou meias escuras; saia muito curta, a rasar, com alguma roda discreta e botas de cano alto; preparadas para a cheia, triunfantes, cada passo delas eram sete léguas na direcção da primavera - infelizmente para longe de mim.

Etiquetas: ,

18 fevereiro 2008

As mães na escada


Fiona Banner
Performance Nude, 2007(detalhe)



No meio da escada olhando
a escada como se estivessem no cimo
debruçadas no corrimão na curva
da escada debruçadas
de costas para a porta
da enfermaria
no intervalo das visitas ao fim
do dia
enquanto as enfermeiras
procuram a veia ou alguém
as rendeu
por um momento debruçadas
na escada para o vão da escada
olhando tão fixamente
que os olhos se cruzam e os pontos
se reúnem num só ponto cego

Etiquetas:

21 setembro 2007

Maria



Operárias e Burguesas As Mulheres no Tempo da República
De Maria Alice Samara, A Esfera dos Livros

Um livro de pequenas biografias sobre mulheres das primeiras décadas do século XX, onde se pode encontrar a história de Carolina Beatriz Ângelo, a primeira mulher a votar em Portugal, ou de Domitila Hormizinda Miranda de Carvalho, que em 1891 requereu a matrícula ao Magnífico Reitor e se tornou a primeira mulher, depois da reforma de 1772, a entrar na Universidade.
A biografia que abre o livro é a de Maria, uma rapariga de Lisboa. Contada a três vozes: a narrativa de um polícia, o chefe Pereira dos Santos, que a ouviu em confissão nos cárceres de Torel e registou “um fundo romântico e subsistente, como uma reserva imaculada de sonho e de beleza”, de um médico, Asdrúbal de Aguiar, Professor do Curso Superior de Medicina Legal, que a despiu, pesou, mediu, examinou e anos depois publicou no Archivo de Medicina Legal o artigo intitulado “Um caso de homo-sexualidade feminina”, e finalmente a da autora, jovem investigadora da Universidade Nova, cuja escrita está deliciosamente contaminada pelo tempo do objecto estudado. Logo no início, Maria Alice Samara adverte para a incerteza das biografias, com a seguinte frase, que gostaríamos de passar a utilizar em tudo o que aqui, humildemente, escrevemos: “Podemo-nos perguntar se tudo se passou assim (…) Caso raro mas não único, arriscamo-nos a defender a possibilidade de ter acontecido.”

Etiquetas: ,

20 julho 2007

Cat Power: Boa noite

Etiquetas: ,