25 março 2008

Se casares, Amélita



Amélita se te fores casar, camarada, não denuncies o pasteleiro, não dês nomes Amélita, o oferente desse vestido que te cai tão bem nos ombros e nas ancas, Amélita não lhes fales das flores, não bufes Amélita, não chibes o fotógrafo, o fogo de artifício, os charutos, a música, o catering, a limusina, a animação. Eles vão querer listas, Amélita. Não houve convidados, não houve quintas nem restaurantes. Não houve bolo de noiva, nem os talheres bateram nos pratos, nem choraste, nem pensaste que ias ter de dormir toda a noite e todas as noites da tua vida com este rapaz assustado, Amélita. Se te fores abaixo, Amélita, não assines as declarações prestadas.

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30 junho 2007

Saúde

Acho que o Joe Berardo devia demitir o Campos.

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16 junho 2007

A Comissaria e o Bufo (3)

Um dos últimos Babelia pôe frente a frente Savater e José María Castillo, um teólogo católico. Este recorda uma afirmação do grande defensor dos direitos humanos dos negros, Martin Luther King:"Quando se recordam as atrocidades do século XX, vê-se que o pior não foram as malfeitorias dos assassinos, mas o silêncio das boas pessoas".


(ver tb. Rui Bebiano em O Passado e o Presente)

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A Comissaria e o Bufo (2)

Um jornalista do Marcelino entrevistou a Comissária. A entrevista é elucidativa. Se as educadoras de infância fossem todas assim já estávamos no admirável mundo novo. Ela ameaça ("temos os recortes dos jornais e dos blogs"), ela vitimiza-se, ela perfila-se, ela explica-se, ela levanta o dedo. O momento mais perturbador é quando o entrevistador pergunta (note-se a subtileza):
-O facto de ser uma mulher reflecte-se nas acusações que tem recebido?
E a comissária responde:



- Não gosto de me vitimizar como mulher, mas nos últimos dias, volta e meia, naquilo que eu tenho lido, vejo claramente uma forma de me atacar que não aconteceria se eu fosse um homem.



Ver João Paulo Sousa em Da Literatura, e Francisco José Viegas na Origem das Espécies

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25 maio 2007

Um tiro no pe de Vital


A DREN Margarida Moreira ( pose chavista)

É preocupante que uma comissária do PS ache que tem clima político para suspender um funcionário que em privado "insultou" Sócrates. De facto tem. Vital Moreira (Causa Nossa) não se espanta, não se indigna, não faz valer o seu magistério para que esta e outras comissárias se acautelem. Acha que a senhora "deu um tiro no pé". Para Vital, a DREN cometeu um erro táctico. E dias depois Vital precisou a sua posição: ele espera "que a comunicação social dê tanta atenção a um comunicado oficial da DREN" (que linka) como deu à vítima. Vamos ao link. E o que é que lá está: nenhum esclarecimento. A indigência.
Aguarda-se a reacção da Fenprof.

Entretanto Sócrates reagiu. Declarou que o governo não tolerará perseguições por delito de opinião. Já tolerou. Respondeu à pergunta da jornalista com outra pergunta. Não me parece a forma correcta de um primeiro-ministro responder a uma questão de inegável importância. Os socialistas que se incomodavam com o autoritarismo, que viram no governo de Lopes uma ameaça às liberdades deviam estar na primeira linha da indignação e não neste silêncio envergonhado.
A demissão da DREN é uma exigência democrática e estética.

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21 maio 2007

A Comissária Regional da Educação

Margarida Moreira. Sabem quem é? Uma comissária política regional do governo na Direcção do Ensino do Norte. Suspendeu um funcionário a quem abriu um processo disciplinar por "insultos ao primeiro-ministro". Os "insultos" não são conhecidos. Mas terão sido proferidos em conversa privada, num gabinete. E convenientemente delatadas, de acordo com uma interpretação alargada do recente incitamento governamental à delação. Os funcionários-públicos que se cuidem. Aliás convém que estejam todos perfilados de medo quando se começarem a sentir as reformas de Sócrates em que a direita pôe tanta expectativa. O deputado do BE Teixeira Pinto, foi cauteloso na qualificação da actividade disciplinar da comissária Moreira: "o acto roça a censura", disse aos jornais.(Sim, roça.) E à esquerda, mesmo aqui, não tenho lido comentários. Há um filme, que ainda passa numa sala de Lisboa, onde um episódio semelhante é narrado. Chama-se A Vida dos Outros. Infelizmente pouca gente o viu e ainda menos gente falou dele.

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